MOSTRA DE TALENTOS DO COMPETI MARCA DATA ALUSIVA DE COMBATE AO TRABALHO INFANTIL

A Prefeitura de Caxias do Sul, por meio da Fundação de Assistência Social e Secretaria da Saúde – Centro de Referência em Saúde do Trabalhador (CEREST), setor de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Vigilância em Saúde do Trabalhador, em parceria com a Comissão Municipal do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (COMPETI), promoveu na quarta-feira (18.06) a 5ª Mostra de Talentos alusiva ao Dia Mundial, Nacional e Estadual de Erradicação do Trabalho Infantil, comemorado em 12 de junho. O tema da campanha deste ano foi “Todos Contra o Trabalho Infantil”. Durante o evento foram apresentadas esquetes teatrais, coreografias, número circense e coral. Participaram da Mostra 250 crianças de 10 entidades de Caxias do Sul.
O Trabalho Infantil no Brasil:
As estatísticas oficiais não retratam a real dimensão do problema, dificultando o desenvolvimento de políticas públicas que contribuam para a erradicação do trabalho infantil e a proteção do trabalhador adolescente. Dados oficiais indicam que existem no Brasil, atualmente, 3,5 milhões de crianças e adolescentes em situação de trabalho proibido. Segundo dados da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (PNAD) 2011, no Rio Grande do Sul existem 217.312 crianças e adolescentes de 10 a 17 anos em postos de trabalho, sendo 39.659 crianças entre 10 e 13 anos, onde o trabalho é proibido por lei. Na região de abrangência do CEREST/Serra, que compreende 49 municípios, de 2006 a 2011, foram notificados ao Sistema de Informação em Saúde do Trabalhador (SIST) 42.574 acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. Destes, 1.202, o que corresponde a 2,8% são notificações referentes a crianças e adolescentes, sendo informados desde ferimentos superficiais até fraturas e esmagamentos de membros.
O trabalho diminui o tempo disponível da criança e do adolescente para lazer, vida em família, educação, e para estabelecer relações em convivência com seus pares e outras pessoas da comunidade. Especialistas afirmam que a proporção de abandono escolar é três vezes maior entre crianças e adolescentes que trabalham. Além disso, pode levar a deformidades ósseas, lesões osteo-musculares, além de outras doenças e acidentes relacionados ao trabalho, que refletem as condições precárias a que crianças e adolescentes são submetidos.
Em Caxias do Sul, o trabalho proibido aparece na prestação de serviços, na agricultura e dentro dos lares, onde o adolescente deixa de frequentar os bancos escolares para ser responsabilizado pelas atividades domésticas.